Maratona de Valência: Berlim que se cuide!

Autor: Fábio Lima

Depois de termos estado em Sevilha, Madrid, Bilbau e Porto, fechámos o nosso ano no que a maratonas diz respeito em Valência, naquela que se autointitula como ‘Cidade do Running’ em Espanha. Acompanhados nesta jornada por mais de uma dezena de corredores portugueses (ao todo eram cerca de 300 na maratona), sempre com uma boa disposição contagiante, rapidamente percebemos que este não iria ser um fim de semana qualquer. Toda a cidade respirava corrida, não só por causa dos 30 mil corredores que por ali andavam – segundo a organização, a prova levou mais de 50 mil pessoas à cidade –, mas sim porque estas gentes de Valência sabem viver o mundo do ‘running’ de uma forma especial.

Assim como sabem, com todo o apoio que transmitem ao longo dos 42.195 metros da maratona, levar-nos ao colo até à meta. Por mais dores que possamos sentir ao longo das três, quatro ou cinco horas de prova, por mais muros que enfrentemos ao longo desta desafiadora distância, por mais adversidades que nos surjam, com todo este apoio não há forma de não cruzar aquela meta, uma das mais belas que tivemos oportunidade de pisar.

Ainda assim, o mágico desta maratona não estava apenas na Cidade das Artes, mas sim ao longo de todos os 42 quilómetros prévios, onde raros eram os pontos onde os atletas não contaram com apoio popular. E não era só um simples apoio. Eram bandas a tocar, eram pontos de animação com centenas de pessoas, eram gritos de incentivo, tarjas com mensagens inspiradoras... Para Valência esta maratona é uma questão de honra, um ex-líbris da cidade e aquilo que vimos mostrou que em Espanha se vive um desporto, a maratona em particular, de uma forma muito distinta.

Tudo para voar

A juntar a tudo isto, a organização decidiu tornar a prova ainda mais plana, o que naturalmente convidava a tempos-canhão. E tão mais rápida era, que o recorde masculino da edição do ano passado foi quebrado em mais de meio minuto, sendo que três corredores conseguiram fazer melhor do que as 2:05.15 horas do melhor registo até então. Nas senhoras também houve um recorde e neste caso ainda mais espetacular. A etíope Ashete Dido ‘voou’ nas ruas valencianas e, com 2:21.14 horas, tirou mais de três minutos e meio ao máximo de Valary Aiyabei, de 2016.

E se falamos em senhoras que se superaram, o que dizer de Dulce Félix? No regresso à maratona, dois anos depois da última aparição na prova-rainha, a atleta do Benfica foi 5ª, com 2:25.22, ficou a sete segundos do recorde pessoal e registou o 7º melhor tempo da história da Maratona de Valência. Um desempenho que a atleta de 36 anos alcançou graças a um planeamento pensado ao pormenor pela sua equipa técnica, que lhe preparou dois planos para a prova [ver quadro].

Já detentora das melhores marcas mundiais da meia-maratona, tanto nos homens como nas mulheres, Valência promete atacar o recorde do Mundo da maratona em 2020 e, depois de ter acompanhado de perto o que se fez este ano... Berlim que se cuide!

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