Hoka One One Clifton 5: Porque nem tudo é o que parece

Autor: Fábio Lima

Hoka One One. A marca provavelmente pouco dirá ao consumidor comum de calçado de corrida nacional e o visual da maioria dos modelos certamente agravará ainda mais essa sensação de ‘desconfiança’. Mas se lhe dissermos que, pelo segundo ano consecutivo, a Hoka One One foi a marca em que mais atletas confiaram num dos maiores desafios do Mundo, o IronMan de Kona, no Hawaii? E se lhe também dissermos que estas sapatilhas, que mais parecem de saltos altos, não são, afinal, assim tão diferentes em relação ao mais comum dos modelos?

Pois bem, é isso mesmo que temos a dizer do novo Clifton 5, a evolução deste ano de um dos modelos de maior sucesso da marca francesa. Pode ter um design maximalista, que se nota desde logo pela meia-sola que é capaz de assustar pela sua altura, mas acreditem que nem tudo o que parece é...

Especialmente porque esta meia-sola não é assim tão alta quanto o olhar nos mostra. O que sucede é que, para dar a sensação de conforto que a marca promete, o nosso pé acaba por ficar ‘afundado’ numa espécie de concha. Estão aí as primeiras sensações que temos ao calçar estas Hoka One One Clifton 5: conforto e estabilidade. Um conforto e uma estabilidade que são transportados para a estrada, mal atacamos os primeiros quilómetros dos nossos treinos. Com uma meia-sola totalmente composta em EVA, este Clifton 5 dá-nos ao mesmo tempo responsividade e amortecimento, o que se traduz numa corrida bastante tranquila e sem grandes sobressaltos (é o ideal para aqueles treinos mais tranquilos, onde queremos essencialmente rolar).

É uma vez mais dotado do Meta Rocker, uma estrutura colocada em linha com o tornozelo, que promove o contacto com a zona intermédia do pé, o que nos acaba por impulsionar em diante, impedindo que sejamos tão ‘bruscos’ no contacto com o solo a cada passada dada durante a corrida.

Mais respirável

Dotado de ‘engineered mesh’ com poucas sobreposições de camadas (ao contrário do modelo anterior), o Clifton 5 apresenta-se mais respirável na zona superior, o que se traduz num conforto maior ao longo de cada passada. Para mais, e comparando com o modelo anterior, esta nova evolução tem menos linhas de estrutura visíveis, ainda que o ‘upper’ esteja muito bem suportado, sendo igualmente menos ‘abrasivo’ ao toque. De resto, o formato segue praticamente idêntico, mantendo-se a já tradicional alça para ajudar no calçar da sapatilha, algo que os triatletas agradecem.

A finalizar, é preciso referir que a sola deste Clifton 5 mantém a mesma estrutura da que era apresentada no 4, com borracha injetada em espaços específicos, as chamadas zonas de contacto e de maior desgaste. É possível vê-la na parte traseira, em ambos os lados, e na zona frontal, tanto nos lados como uma camada mais central. Esta configuração deixa a promessa de uma boa durabilidade, o que torna estas sapatilhas numa excelente escolha para treinos longos e também de recuperação. Mas poderão igualmente ser utilizadas em treinos mais rápidos, ainda que o seu peso (266 gramas) acabe por torná-las numa opção menos indicada para ‘voar’ naqueles trabalhos mais exigentes.

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