Grande Prémio de São João: Há muita Paixão

Bruno Paixão confirmou o favoritismo e bateu a concorrência. Habituado a participar na Liga Allianz Running Record, o atleta alentejano sorri, quando lhe perguntamos sobre a dureza da competição. Um atleta de Portalegre que já representou o Benaventense, entre outros emblemas, veste atualmente a camisola do Beja Atlético Clube.

"É uma prova em que temos de ter o controlo, devido ao calor. Fui gerindo, sobretudo a partir dos 5 quilómetros, vi que o percurso era ao meu jeito. Sou de Portalegre e seria gratificante ganhar aqui nesta cidade, Património Mundial. Tenho feito bons resultados, fui o melhor português na meia maratona em Lisboa, e vou tentar fazer maratonas lá fora, na Europa. E tentar melhorar a minha marca na maratona portuguesa".

Quanto ao percurso, não hesita em elogiar a organização. "Tem muita calçada, plano, tem algumas subidas, mas é relativamente fácil, a organização tem muito mérito, havia abastecimentos. A maior dificuldade foi o último quilómetro, não sou herói, o calor estava muito forte."

Raquel Trabuco alinhou pelo mesmo diapasão. O calor, claro. Violento e forte inimigo dos atletas. "O percurso era duro, de paralelos, mas o principal adversário foi o calor, horrível a esta hora, e isso desgastou muito. Neste momento, quero é fazer provas para ganhar ritmo. Fui mãe há seis meses, preciso correr em competição, porque estou longe da melhor forma. Mas vou aparecer."

Filipe Fialho tem 20 anos e já conheceu a glória. Campeão nacional de juniores dos 3000 metros e corta-mato, é uma das promessas do atletismo nacional. Representa o Grupo Desportivo dos Dianas, de Évora, mas não foi além do 4º lugar. Caiu a meio do percurso. "Foi já no retorno, havia umas pequenas pedras, escorreguei, mas foi o calor o principal inimigo. Não conseguimos correr com o mesmo ritmo", explicou.

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