Falha qualificação para Boston por... usar o dorsal nas costas

É daquele tipo de corredores que procura ter o mínimo de adereços possível enquanto corre e a quem até o dorsal colocado no peito incomoda? Gosta de utilizar um porta-dorsais e até o coloca voltado para trás para não o afetar durante a sua prova? Costuma ver as instruções das organizações, que dizem expressamente para colocar o dorsal vísivel, e as ignora? Talvez deva ler este artigo até ao fim, para não lhe acontecer aquilo que sucedeu ao holandês Skip Schott, que viu o passaporte para a Maratona de Boston escapar-lhe precisamente por não ter o dorsal vísivel. Tudo aconteceu na Maratona Bayshore, em Traverse City, no Michigan, em maio.

Quando cruzou a linha de meta e parou o seu relógio, Skip Schott pensou que tinha objetivo garantido, mas tudo mudou assim que viu o resultado oficial. Tinha um tempo líquido e um tempo de chip igual: 3:25:10 horas, algo que normalmente só é possível acontecer quando se tratam de atletas de elite, pois são esses os corredores que abrem a estrada. Era óbvio que algo não batia certo...

Schott decidiu então protestar, fazendo-se valer do tempo que surgia no seu relógio e também da sua atividade no Strava, que mostrava que efetivamente correu a distância mais rápido do que ali aparecia. A organização analisou e, depois de observar os registos, até reparou que o chip de Schott não foi detetado em alguns pontos de passagem. Não havia volta a dar: o tempo que ficava era mesmo aquele que apontamos acima.

Mas, então, o que passou efetivamente? A resposta surgiu através do portal Marathon Investigation, que depois de ver e analisar todos os dados percebeu o problema: Skip Schott utilizou um porta-dorsal, com o dorsal voltado para trás. Essa situação, que parece absolutamente insignificante à primeira vista, acabou por fazer com que o chip não tenha sido detetado na passagem em alguns pontos da prova e, por isso, o tempo creditado acabou por ser o líquido e não o de chip. Para a história ficou, então, o tempo de 3:25:10 horas, que em condições normais até daria para entrar em Boston, já que tempo limite para o seu escalão era de 3:30. O problema é que não chegou...

Tudo porque, conforme já aqui revelámos, os tempos de corte para a edição de 2019 foram os mais altos de sempre e a categoria de Schott foi uma das afetadas, com um corte feito 4.52 minutos abaixo das 3:30 horas. O último da sua categoria a entrar fê-lo com um tempo de 3:25.08 horas, dois segundos e meio mais rápido do que o tempo que o holandês apresentou.

Sim, leu bem. Dois segundos e meio separaram Schott do passaporte para Boston. Tudo por causa de um dorsal que não foi colocado no sítio certo... É que, caso o tivesse colocado na zona frontal, tal como manda a regra, o holandês teria um tempo de chip dentro da casa das 3:24 horas e teria certamente escapado a todo este drama. "A lição que aprendi é que tenho de ter em atenção onde coloco o dorsal. Espero que isto ajude outros corredores", declarou o corredor.

Foi mesmo uma lição... daquelas!

Contacte-nos através do email: recordptrunning@gmail.com

Acompanhe todas as novidades da Liga Allianz Running by Record

Subscreva a Newsletter e receba as notícias em primeira mão