Hyundai Meia Maratona do Porto: a Invicta nunca desilude

22SET 15h15

Quatro anos depois, voltamos à Hyundai Meia Maratona do Porto e pergunta que fazemos agora é 'por que razão passamos tanto tempo sem lá ir?'. Porque correr no Porto é sempre algo especial. Ter o Rio Douro ali ao nosso lado, sempre a acompanhar-nos no nosso desafio, é algo memorável e que, para quem não vive na zona, vale muito a pena. Como também vale a pena participar numa enorme festa da corrida, que nos permite reencontrar tantos e tantos corredores que fomos conhecendo à boleia desta vida de correrias de norte a sul do país.

A última vez que lá tínhamos estado foi em 2018, na altura com o percurso antigo, com a passagem por Vila Nova de Gaia. Este ano, por conta das obras na Ponte D. Luís I, não fizemos essa travessia e isso acabou por permitir fazer um tempo ainda mais rápido do que nesse ano (e, já agora, de sempre, porque saiu recorde pessoal). A forma também era outra, claro, mas a verdade é que o percurso deste ano é bem mais favorável à obtenção de marcas. Basta ver o registo feito pelos vencedores...

Excetuando uma ligeira inclinação na zona intermédia - até aos 16 quilómetros -, que é natural em praticamente todas as provas, o percurso é maioritariamente plano, dando até a sensação de que no terceiro terço vamos ligeiramente a descer. Pelo menos o perfil assim o denunciava, mas a verdade é que nas pernas não era bem essa a sensação, pois íamos literalmente no 'red line' em busca de uma melhor marca pessoal - que efetivamente acabou por chegar. O piso empedrado também não ajudou, mas aqui não há volta a dar. Não, não nos estamos a queixar.

Porque ali foi mesmo a prova perfeita no dia perfeito. Até o clima, num domingo que se fez bastante quente após o meio-dia, deu uma ajuda com temperaturas amenas pela manhã. Muito também pela iniciativa da organização em antecipar a partida para as 9 horas. Pode ter dificultado a vida a quem decidiu viajar para o Porto no dia da prova, e até complicado a tarefa do ponto de vista das audiências televisivas, mas o bem-estar dos corredores acabou por ser colocado em primeiro lugar. E ainda bem!

Apoio que se agradece

A zona da partida, no Passeio do Campo Alegre, leva-nos para a zona mais ocidental da cidade, com 3 quilómetros na direção de Matosinhos antes de fazermos o retorno e rumarmos à outra ponta da Invicta. Aqui já se sentia o imenso apoio popular, algo que por Portugal ainda é tão raro de se ver (e sentir). Só por isso, o Porto, seja pela Meia como pela Maratona, devia ser paragem obrigatória para os corredores nacionais. Esse apoio foi-se sentindo ao longo do percurso, ainda que com algumas zonas mais 'mortas'. Algo perfeitamente normal.

Mas mesmo nas zonas sem tanto apoio popular, há forma de não ficar inspirado e até ganhar uma forcinha extra quando ali ao nosso lado temos a maravilhosa vista para o Rio Douro e, também, para Vila Nova de Gaia? É verdade que a passagem ao outro lado do rio tirou a presença gaiense na prova, mas diria que o facto de estar logo ali, sempre no campo de visão dos corredores, é algo que mantém a cidade do outro lado da margem no mapa. E bem no mapa!

Desta Hyundai Meia Maratona do Porto há vários momentos a destacar, mas há dois que, sendo praticamente consecutivos, são de menção obrigatória. A passagem no Túnel da Ribeira, com direito a um ambiente sempre incrível, é já algo emblemático desta prova. E esperemos que assim se mantenha por muitos anos. Aquilo é a subir, mas nem se nota, tal é a emoção! E, depois, logo a seguir, a passagem junto à Ponte D. Luís I. Sendo uma zona turística, é habitual estar bastante composto de público e ali levamos sempre o maior banho de multidão de toda a prova. Não há (mesmo) como não ficar com uma força extra para atacar o que resta!

Para esta força extra foram também essenciais os voluntários. Seria um crime esquecer-me deles, porque são eles uma das partes mais importantes das provas e que tantas vezes são esquecidos e, aqui e ali, até injustamente tratados por alguns corredores. No Porto, nesta meia maratona, fosse a dar águas, fosse a apoiar, os voluntários presentes em todo o percurso foram de nota máxima.

Como de nota máxima foi toda a experiência nesta Hyundai Meia Maratona do Porto. Já vamos na 15.ª edição, a maioridade aproxima-se, mas diria que há muito que esta maratona é já uma presença bem adulta no calendário nacional e internacional. Bem sei que há outras questões que se colocam, mas se este percurso se mantiver... todos os corredores vão agradecer! Voltaremos em 2023!

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