Norueguesa pensou ter batido recorde do Mundo dos 5 quilómetros... mas faltaram 12 metros

09MAI 14h31

Aos 30 anos, a norueguesa Karoline Bjerkeli Grøvdal assumiu papel de destaque na imprensa especializada em atletismo, por conta do tempo que registou numa prova que teria (supostamente) 5 quilómetros no seu país natal. Afinal de contas, com 14.39 minutos que registou, Grøvdal não só bateria a sua melhor marca por larga margem mas também se tornaria na nova recordista do Mundo, com quatro segundos de vantagem para o máximo até então, fixado em fevereiro por Beatrice Chepkoech (14.43). O problema foi que... o percurso estava mal medido.

Após a corrida, realizada no passado sábado (dia 1) em Maarud gård, rapidamente os responsáveis da Federação Norueguesa de Atletismo se apressaram a tratar de todos os trâmites para tentar validar o recorde e o primeiro passo era precisamente certificar o percurso. Ora, quando foram fazer as medições, os especialistas perceberam que Grøvdal tinha apenas corrido 4987.5 metros. Foram 12.5 metros a menos do que a distância que era susposto, algo que invalidou desde logo a brutal marca da até agora (quase) desconhecida atleta, que em 2019 foi segunda colocada na prova feminina dos Europeus de Corta Mato realizados em Lisboa. A verdade é que, fazendo uma previsão à base da sua velocidade até então, necessitaria de apenas mais dois segundos para fazer a distância em falta, e estaria mesmo assim dentro do recorde, mas como não os correu... de nada vale.

O que vale é a confirmação da excelente forma da atleta norueguesa, que do nada surge como uma possível candidata a fazer boa marca nos Jogos Olímpicos nos 10000 metros, prova para a qual garantiu marca de qualificação este sábado, com 30.50 conseguidos numa prova feita praticamente a solo (o mínimo é de 31.25.).

Segundo caso em poucos dias

Esta é a segunda vez que uma marca para recorde do Mundo nos 5 quilómetros acaba por não ser válida em poucos dias. A anterior tinha sido no início de abril, há pouco mais de um mês, quando a britânica Elizabeth Potter correu 14.41 numa prova realizada em Barrowford. Nesse caso o percurso estava efetivamente certificado e bem medido, mas o problema aí passou pela ausência de controlo antidoping após a prova, algo que é obrigatório para este tipo de situações.

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