Carlos Moia assume que retoma das corridas está dependente da vacinação à Covid-19

18NOV 13h44

Pela terceira vez, depois de ter sido inicialmente movida para setembro deste ano e depois para maio do próximo, a Meia Maratona de Lisboa voltou a ser reagendada, agora para 12 de setembro de 2021. O anúncio foi feito esta quarta-feira pelo Maratona Clube de Portugal, numa conferência de imprensa virtual na qual Carlos Moia assegurou que esta decisão foi tomada em total acordo com os parceiros do evento e obedece essencialmente ao facto de, a ser realizada em maio, teria de ter "fortes limitações que desvirtuam a história, o impacto e a dimensão da prova".

E mesmo apontado para daqui a dez meses, o presidente do Maratona deixa claro que mesmo assim não está garantido que a mesma possa mesmo realizar-se nessa data. Tudo depende da chegada ou não da vacina. "Sem vacina não há prova, não podemos fazer", garantiu Carlos Moia, que a propósito da definição desde já da nova data assume tratar-se de uma "jogada de antecipação" em relação a outras provas, de forma a conseguir continuar a ter um forte pelotão popular, onde se destacam os quase 10 mil corredores vindos de outros países.

E sem provas físicas, o Maratona vai continuar a empenhar-se em corridas virtuais, sempre sem exigir o pagamento de qualquer inscrição aos interessados. "Se não fossem os patrocinadores, teríamos de pedir aos corredores para pagar e pagar 5€ para algo virtual não sei se teria tanta adesão. Foi tudo criado para pensar na saúde, para se divertirem. Quanto a fazer provas maiores, acima dos 5 ou 10 quilómetros, será muito difícil", assumiu.

Por outro lado, voltando ao campo das corridas físicas, Moia assegura que continua a estar fora de questão a realização de uma prova apenas para elites, como se viu em Londres e se verá dentro de duas semanas em Valência. "Todos estão a adiar provas. As corridas que foram feitas foi só com elites, mas foi mais show off do que outra coisa. Não achei relevante a prova de Londres. Da nossa parte, o patrocinador principal disse logo que não, pois querem uma corrida de massas. A mim não me custava nada fazê-lo, bem custava... Pois o preço seria o mesmo, já que teria de cortar estradas, etc", explicou.

"Fórmula 1 foi uma vergonha"

A fechar, sem rodeios, Carlos Moia apontou o dedo à forma como foi gerido o Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1, que no seu entender "foi uma vergonha e aquilo que não podemos fazer". "Fizemos má figura. Não podemos dizer que fazemos as coisas e depois quando começa a prova não cumprimos. É preferível esperar, ter as coisas bem feitas. Sei que há dificuldade das pessoas que trabalham nesta área, mas também temos, por exemplo, neste momento 120 mil jovens no futebol sem poder treinar. E também foi mau para o nosso Miguel Oliveira, que podia correr com público. Dou nota 0, nem dou 1", atirou.

Subscreva a Newsletter e receba as notícias em primeira mão