?Meia? de Moscovo: Russos deram passo em frente

09AGO 12h45

Alguém mais distraído irá pensar que a foto que ilustra esta peça é algo do passado, de há vários meses, mas a verdade é que foi captada nas ruas de Moscovo, no último domingo. Foi ali que, pela primeira vez em vários meses, uma prova de atletismo reuniu atletas em números como os vistos no passado. Um passado que parece distante, é verdade... mas que na Rússia voltou a ser algo do presente. A ideia russa foi ambiciosa, já que quebrava com todas as recomendações das autoridades de saúde internacionais – e até do bom senso, arriscamos dizer –, mas a verdade é que, até ver, foi bem-sucedida. Ao todo estiveram nas ruas da capital russa mais de 10 mil corredores (repartidos entre a meia-maratona e uma prova de 10 quilómetros), tudo graças a um plano de prevenção contra a Covid-19 apertado, que começou na hora da elaboração dos kits e chegou até ao momento em que a corrida foi finalizada, junto ao Estádio Luzhniki.

O primeiro ponto deste plano passou pelo trabalho dos voluntários, que foram obrigados em todos os momentos a utilizar máscara, viseira e luvas e trocar esses materiais a cada três horas, isto para lá de terem a sua temperatura medida no início de cada dia. Quanto aos corredores, a sua missão principal passou essencialmente por em todos os momentos procurar garantir o distanciamento físico, estando obrigados a utilizar máscara e luvas tanto na expo da prova como na zona de partida. Depois, as medidas de prevenção passaram também para a corrida propriamente dita. Ali, primeiro que tudo, houve uma separação em caixas de partida menos povoadas, ao passo que na prova deixaram de ser entregues abastecimentos em copos e fruta, os quais foram substituídos por garrafas de água fechadas e géis. Durante a corrida, aí não houve volta a dar. Como se pode observar na imagem acima, o distanciamento não foi o mais indicado, mas até ver o balanço é positivo. Pelo menos atendendo ao número de casos de Covid-19 reportados no país, que segue a tendência dos 5 mil a cada dia. Será este o passo que faltava para voltarmos a ter atletismo popular como antigamente, ou o passo russo terá sido demasiado ambicioso? Só o tempo dirá.

Londres só para elites

Também esta semana chegou a notícia de que a Maratona de Londres tomou a decisão de cancelar a prova popular e avançar apenas para uma corrida de elites. Assim, ao invés de ter 40 mil corredores, a prova marcada para 4 de outubro contará apenas com poucas centenas de atletas, numa corrida onde o aliciante será o duelo entre Eliud Kipchoge e Kenenisa Bekele. Para além disso, deverá ser a primeira a permitir aos corredores de elite uma chance de conseguirem tempo para os Jogos de Tóquio.

Subscreva a Newsletter e receba as notícias em primeira mão