Corridas de atletismo voltaram à China mas todos correram de máscara

24MAR 16h15

A caminhar a passos largos para voltar à normalidade depois do surto do coronavírus, a China foi palco no último domingo de um marco simbólico, com a realização da primeira prova de atletismo em massa no pós COVID-19. À partida estiveram somente 1000 atletas, para uma corrida de apenas seis quilómetros que contou com cuidados extremos. Não se tratava propriamente de uma corrida onde os recordes eram o principal objetivo, mas antes um marco simbólico...

O palco escolhido para esta mini maratona foi a cidade de Dujiangyan, na região de Sichuan, uma das zonas chinesas vista como sendo de "risco reduzido" no qual ao coronavírus diz respeito - até ao momento não foi ali registado qualquer caso. E para manter tudo dessa forma, a organização teve o cuidado de colocar em ação um plano especial, já que apenas foram autorizados a marcar presença corredores locais com um certificado médico que tenham superado o controlo de temperatura para entrar no espaço.
 
Para além desta medida, os corredores foram divididos em dez grupos, cada um com partidas separadas por dois minutos, e tiveram de utilizar máscaras à partida. Alguns deles, refira-se, utilizaram-nas mesmo só na fase inicial, já que assim que a corrida começou optaram por as baixar.

Críticas nas redes sociais

Apesar dos cuidados que os organizadores tiveram, a verdade é que a realização desta primeira prova de atletismo popular motivou muitas críticas no país. Nas redes sociais foram várias as mensagens em discórdia, por considerarem esta corrida "sem sentido" e "perigosa". "Se não correres, vais morrer?", questionou um utilizador da rede social Weibo, na qual um outro lançou outra dúvida: "Não podiam esperar mais um mês sem correr? Qual é a pressa?". Houve até quem tenha optado por uma visão irónica à boleia do facto de a região não ter qualquer caso de Covid-19 até agora.

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