Atletas motivados para desempatar 'guerra dos sexos' na São Silvestre de Lisboa

27DEZ 16h14

Os atletas masculinos e femininos que disputarão a 12.ª edição da São Silvestre de Lisboa manifestaram-se esta sexta-feira motivados em desempatar a tradicional 'guerra dos sexos' que caracteriza a corrida, que contará com 12.000 participantes.

Depois de uma primeira edição com 3.200 participantes, em 2008, seguiu-se, nos anos seguintes, a tradicional 'guerra dos sexos', que contabiliza cinco vitórias para cada lado, com as mulheres a partirem antes dos homens, numa diferença registada entre o tempo do primeiro homem e o da primeira mulher a terminar a prova na edição anterior.

Na apresentação da prova, que decorreu na Sala do Arquivo dos Paços do Concelho, Dulce Félix e Jéssica Augusto, em representação das atletas femininas, e Samuel Barata e Hermano Ferreira, do lado dos corredores masculinos, lançaram a competição saudável entre homens e mulheres, na prova que encerra o ano.

"Esta brincadeira da 'guerra dos sexos' faz com que tenhamos de competir mesmo a sério, ao mais alto nível, porque queremos ganhar aos homens, tentamos fugir e o desgaste acaba por ser maior", disse Dulce Félix, com Jéssica Augusto a acrescentar que "chegar ao início da avenida com uma boa vantagem" pode revelar-se fulcral para "cortar a meta em primeiro lugar".

A elite feminina irá partir com quatro minutos de vantagem sobre a elite masculina, o que, para Samuel Barata e Hermano Ferreira, obriga os homens a darem o melhor de si para recuperar a diferença.

"Os homens têm de correr muito rápido, uma vez que as mulheres não são quaisquer atletas, são de nível mundial. Para conseguirmos ganhar, temos de correr na casa dos 29 minutos, o que, neste percurso, é muito rápido, mas não impossível", avaliou Samuel Barata, com a concordância de Hermano Ferreira, que realçou a "motivação extra" que a 'guerra dos sexos' proporciona aos atletas.

Numa prova conquistada, em 2018, por João Pereira, a benfiquista Dulce Félix, vencedora em 2009, 2013 e 2015, e a sportinguista Jéssica Augusto, que se impôs em 2010 e 2016, demonstraram vontade de voltar a triunfar, com a atleta 'leonina' a destacar o formato centrado na 'guerra dos sexos', que permite distanciarem-se do clube que representam.

"É a única prova do ano em que ninguém se preocupa se, por exemplo, a Jéssica é do Sporting ou a Dulce do Benfica. Haver a 'guerra dos sexos' faz um bocado esquecer os clubes. Isso fica à parte e dá-nos mais motivação para fugir dos homens", salientou.

O vereador de desporto da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Castro, manifestou vontade de aumentar, no futuro, o número de participantes, em resposta à adesão que esgotou o evento a três semanas da sua realização.

A 12.ª edição da São Silvestre de Lisboa tem início às 17:30 de sábado, com 12.000 desportistas a correrem 10 quilómetros, num percurso com partida e chegada na avenida da Liberdade.

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