Meia Maratona Manuela Machado: Pelos encantos de Viana

27JAN 11h01

Autor: Fábio Lima

Chegámos a Viana do Castelo a meio da tarde de sábado e rapidamente levámos uma primeira injeção daquilo que iríamos viver por terras minhotas. Não nos anunciámos como jornalistas à chegada e tentámos passar o mais despercebidos possível, mas isso nem foi necessário para sermos logo brindados com a sabedoria e simpatia de Manuela Machado, a atleta que dá nome a uma das primeiras meias-maratonas do ano no nosso país.

Mas Manuela Machado não dá apenas o nome à ‘meia’ que há vários anos junta milhares de corredores na capital do Alto Minho. Dá a cara e trabalha para que tudo corra bem. Espalha o seu sorriso e a boa disposição junto daqueles que ali estão para correr a prova que honra uma das mais importantes atletas do concelho e também do nosso país – foi campeã mundial e europeia da maratona. Depois desta apresentação, a primeira impressão foi, sem dúvida, positiva.

Viagem na história

Mas não fomos a Viana do Castelo apenas à procura das boas primeiras impressões, nem mesmo para saborear as incríveis iguarias da região (bem, se calhar também fomos por causa disso…). Fomos essencialmente para correr, para fazer uma meia-maratona onde muitos dizem ter batido os seus recordes pessoais. No papel, olhando para o perfil da prova, esta ‘meia’ parecia ser relativamente fácil. Na prática... nem por isso. Três subidas na zona intermédia da prova são o teste decisivo às forças e à preparação feita para visar estes 21 quilómetros. Quem ali passar, com maior ou menor dificuldade, chega à meta.

Subidas que surgem provavelmente na parte menos interessante do percurso - a começar logo pela curta passagem pela autoestrada -, mas ao mesmo tempo a mais simbólica, pois leva-nos à terra que viu Manuela Machado nascer e crescer. Viana teria certamente um percurso mais belo para palmilhar, nomeadamente junto ao Oceano Atlântico, com as belíssimas paisagens da região, mas entendemos perfeitamente a opção de levar o percurso para uma zona mais interior pelo simbolismo da mesma.

E mesmo passando por zonas menos povoadas, aqui e ali lá se ia sentindo o apoio popular, de pessoas que deixaram as suas casas para aplaudir os 4 mil atletas que por ali corriam, algo que apenas em zonas pontuais se observa no nosso país, infelizmente...

Cumprida essa fase, que acaba por ser a mais importante deste tipo de provas de média/longa distância, era hora de regressar ao ponto de partida (que também era de chegada), para cruzar a linha de meta junto ao ‘Navio-Hospital Gil Eanes’, onde uma multidão se juntou para receber os corredores.

Muitos deles com recordes no bolso (foi o nosso caso!) e com a certeza de que no próximo ano Viana do Castelo terá de estar na agenda de provas (também é o nosso caso!). É que, como diz o ditado e lema da cidade, "quem gosta vem, quem ama fica". Nós não ficamos, mas prometemos voltar.

Ah! Antes que acabemos esta nossa crónica, não poderíamos deixar passar em claro o facto de, para lá de termos saído de Viana satisfeitos com a nossa performance desportiva e com aquilo que vivemos no global nesta meia-maratona, termos também regressado à capital com a ‘barriguinha’ bem mais alegre. É que por estas bandas come-se bem, muito bem...

Foto: Matias Novo - Fotografias © | Prozis


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