A exposição solar, o atrito e o suor: como cuidar da pele de um runner


Estamos em contagem decrescente para o verão. A maioria das pessoas pensa em férias, praia e noites quentes mas, para quem corre, esta época também é sinónimo de uma perigosa exposição a raios solares ainda mais fortes, de muito suor e de treinos ainda mais puxados.  
Ainda que com menor intensidade, a verdade é que os runners estão expostos ao sol o ano todo. Aos raios solares, podemos somar ainda outros efeitos que a corrida ao livre poderá ter na pele dos atletas: pele seca e áspera provocada pelo vento, chuva e frio; atrito que é exercido pela roupa e calçado; bem como acne e irritação provocadas pelo suor.
Por este conjunto de fatores, os atletas precisam de respeitar uma rotina dermatológica rígida, utilizar dos equipamentos corretos e a aplicar uma série de truques que minimizem os estragos.

1. Correr nas alturas certas
Quem corre deverá optar sempre, e sobretudo no verão, por treinar nas horas de menor calor - evitar o pico entre as 11h e as 17h - e, preferencialmente, em locais com sombra. Em dias de prova - que geralmente têm percursos sempre ao sol - devem respeitar, religiosamente, as regras que vamos mencionar mais a baixo.

2. Cuidados dermatológicos
Tanto o calor como o frio, como o vento e o sol, têm a capacidade de secar e tornar a pele mais áspera. Assim, quem corre deve apostar numa rotina dermatológica sem falhas. Depois do treino, os atletas devem tomar banho logo que o treino termina e lavar bem a cara, com produtos próprios para esta zona da pele. O suor pode desencadear a irritação da cutânea, bem como o acne. Somamos a isto o facto do suor potenciar ainda mais o efeito das radiações solares, que, neste estado, são mais absorvidas pela pele. Caso o atleta não possa tomar banho logo de seguida, então deverá limpar a cara com toalhetes específicos e levar uma muda de roupa para garantir que não fica com a transpiração colada ao corpo. Depois do banho, deverá aplicar creme hidratante.
Para evitar as bolhas e os hematomas nos pés, que derivam quer do atrito com as meias, quer da força que os dedos exercem contra o calçado, é aconselhável aplicar vaselina antes da corrida. O mesmo se aplica às zonas do corpo mais susceptíveis ao atrito da pele com a roupa - axilas e mamilos.
O protetor solar deverá ser colocado sempre, e sem excepção, 20 minutos antes do treino. No caso de corridas longas, deve haver um reforço de duas em duas horas. O fator não poderá ser inferior a +30 e deverá ser resistente à água (por causa da transpiração).

3. Os tecidos
A roupa é muito importante, uma vez que é mais uma camada que ajuda a proteger a pele - o maior órgão do corpo humano. Os materiais utilizados devem ser próprios de corrida, com tecidos dry-fit e, de preferência, com protecção contra os raios UVA e UVB. Os óculos de sol com protecção e um boné também devem fazer parte do equipamento.
Atenção às meias, que não devem ter costuras, a fim de evitar feridas nos pés.
 

Subscreva a Newsletter e receba as notícias em primeira mão