Quénia vai receber primeiro laboratório de controlo antidoping

As autoridades do Quénia anunciaram esta segunda-feira a intenção de abrir muito em breve um laboratório especializado de controlo antidoping, seguindo as regras da WADA, num esforço para tentar travar a recente onda de controlos positivos nos atletas daquele país africano, com casos sonantes como os de Kipyegon Bett, Asbel Kiprop e Ruth Jebet. O custo operacional do laboratório é suportado pela Unidade de Integridade no Atletismo (AIU) e para Federação Internacional (IAAF).

Esta decisão das autoridades em abrir este centro especializado pretende de uma vez por todas colocar um ponto final numa espécie de 'vazio', que terá permitido aos atletas quenianos escaparem a controlos ao longo de vários anos. É que, por não haver nenhum centro próximo, os testes tinham de ser levados para a África do Sul ou para a Europa, sendo que a maior parte destes treinam-se em zona remotas do país, o que lhe terá permitido durante muito ter conhecimento antecipado dos controlos fora de prova, dando-lhes tempo para conseguir 'apagar' os rastos das eventuais substâncias dos seus corpos.

A maior prova desses avisos foi dada por Kiprop, que no seu depoimento às autoridades revelou ter sido avisado do teste que acabaria por dar positivo. "Em novembro, o medalhado olímpico Asbel Kiprop foi avisado por um elemento das autoridades antidoping de que lhe seria feito um controlo no dia seguinte. Avisos deste género estão proibidos pelas regras da WADA, mas Kiprop disse que não achava ser incorreto, pois já tinha sido avisado noutras ocasiões", podia ler-se no texto escrito pelo 'Washington Post' sobre o tema.

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