Maratona de Berlim: Fazer história na terra dos recordes

Autor: Fábio Lima

Os números não enganam. A Maratona de Berlim é a prova de estrada mais rápida do Mundo e é ali que o tão almejada ambição de baixar das duas horas na maratona tem maiores chances de ser conseguida. Praticamente plana, a prova alemã é a primeira das seis Majors da temporada (circuito que conta ainda com as maratonas de Chicago, Nova Iorque, Boston, Tóquio e Londres) e promete prender as atenções de todos os fãs de corrida no próximo domingo, logo pela manhã.

A começar desde logo pela hipotético cenário de ser batido o recorde do Mundo nos míticos 42,195 metros da maratona, que ainda está na posse do etíope Dennis Kimetto, com 2:02.57 horas, de 2014, conseguido em... Berlim, claro está! Kimetto não estará presente, mas nas ruas de Berlim estará o homem mais rápido do Mundo na distância, o queniano Eliud Kipchoge, que no ano passado ficou a 26 segundos de quebrar a barreira das duas horas, mas num evento não oficial, organizado pela Nike, em condições praticamente perfeitas - no circuito de Monza, em Itália - e, por isso, não homologado pela IAAF. Kipchoge não o conseguiu aí nessas ditas condições perfeitas, mas chega a Berlim com vontade de, primeiro de tudo, bater o recorde de Kimetto e depois ficar o mais perto possível das duas horas. "O meu treino correu muito e estou entusiasmado por correr em Berlim", referiu o queniano, que terá, em Berlim, a oposição dos compatriotas Wilson Kipsang (recorde pessoal de 2:03:13), Eliud Kiptanui (2:05:21) e Amos Kipruto (2:05:43).

Então e nas senhoras?

Ao contrário do que sucede nos homens, o palco dos melhores tempos não é Berlim, mas sim Londres, onde se registaram as quatro melhores marcas da história. E olhando para o elenco deste ano, apenas a etíope Tirunesh Dibaba (2:17:56) parece capaz de colocar Berlim no topo e, provavelmente, aproximar-se do recorde de Paula Radcliffe (2:15:25), fixado em 2003.

Presença lusa só nos amadores

Sem qualquer atleta nacional na elite, a Maratona de Berlim contará com  a presença de 169 portugueses no pelotão amador. São atletas que conseguiram a sua entrada ou pelo cumprimento dos ‘exigentes’ tempos de qualificação, norma nas Majors, ou através do sorteio, do qual sai uma parte dos inscritos. Em Berlim, um atleta masculino de até 45 anos tem de apresentar um tempo abaixo das 2:45 horas para ter entrada garantida, ao passo que nas senhoras esse tempo sobe para as três horas.

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