Está tudo de olho num novo recorde em Berlim

É o tema que está a dominar o universo das corridas nesta semana: irá cair o recorde do Mundo da maratona em Berlim? A questão ainda não tem resposta e a mesma chegará apenas pouco antes do meio dia de domingo (horário alemão), mas a expectativa é grande e os principais candidatos a consegui-lo não escondem a sua motivação para inscrever o seu nome na história.

No lado masculino as atenções prendem-se naturalmente com Eliud Kipchoge e Wilson Kipsang, dois dos três mais rápidos de sempre na distância, que em Berlim vão procurar, primeiro de tudo, superar os seus recordes pessoais, num duelo que no mundo do atletismo é comparado àqueles que vemos entre Ronaldo e Messi ou Federer e Nadal. Kipchoge, o homem que correu no #Breaking2 e ficou a 26 segundos de quebrar a barreira das duas horas, chega a Berlim com recorde oficial de 2:03:05, ao passo que Kipsang tem como máximo 2:03:13, ambos conseguidos em Berlim.

"Depois de ganhar em Londres, em abril, concentrei-me nas preparações para Berlim e posso garantir que vou correr bem no domingo. Quero melhorar o meu recorde pessoal", atirou o queniano, de 33 anos, que sobre o recorde do Mundo... foi curto. "Seria muito bom consegui-lo", declarou Kipchoge, provavelmente ainda 'escaldado' pelo facto de nas duas últimas tentativas em Berlim ter tido alguns percalços: em 2015 a palminha da sua sapatilha saltou durante a prova (mesmo assim conseguiu vencer com 2:04:00), ao passo que no ano passado acabou por ver a sua tentativa estragada pela chuva, ainda que tenha também registado uma performance incrível, ao correr nessas condições em 2:03:32.

Se Kipchoge é a estrela do pelotão (leva o número 1), Wilson Kipsang não merece menos destaque, especialmente por ter sido o único maratonista da história a conseguir bater o seu compatriota. Aconteceu em 2013, no ano em que, com 2:03:13, conseguiu fixar o recorde do Mundo de então - entretanto já batido por Dennis Kimetto, com 2:02:57. "Quero correr ao ritmo do meu recorde do Mundo de 2013. Nessa altura corri a segunda parte mais rápida do que a primeira. Este domingo quero chegar à 'meia' com 61:30 minutos", definiu o maratonista de 36 anos, que em 2017 abandonou ao quilómetro 30.

Tirunesh Dibaba ambiciosa no feminino

Se o objetivo de recorde pessoal e mundial está definido no pelotão de elite masculino, também no sector feminino há vontade de escrever história. Nesse sentido, a principal aspirante a brilhar é a etíope Tirunesh Dibaba, detentora de um recorde pessoal de 2:17:56 horas, o quinto melhor tempo da história, fixado em Londres no ano passado. Para Dibaba será a sua quarta participação em Berlim e o objetivo é claro: quebrar o seu recorde pessoal. "Ouvi falar da Maratona de Berlim e fiz a minha pesquisa. Sei que o percurso é muito rápido. Melhorei no meu treino e fiz mais volume. Estou muito bem preparada e quero bater o meu recorde no domingo", garantiu a maratonista de 33 anos, que para lá do seu máximo pessoal poderá também almejar bater o recorde do percurso alemão, fixado há 13 anos pela japonesa Mizuki Noguchi (2:19:12).

Para lá de Dibaba, estarão ainda presentes as quenianas Gladys Cherono (vencedora do último ano e com recorde pessoal de 2:19:25) e Edna Kiplagat (recorde de 2:19:50) e ainda a também etíope Aselefech Mergia (2:19:31), sendo este o quarteto que chega a Berlim com recordes abaixo das 2:20. Haverá mais alguém a juntar-se a este grupo de elite? Tudo para saber no domingo, a partir das 8:15 alemãs (9:15 de Portugal). Refira-se que o recorde feminino data de 2003, na altura fixado pela britânica Paula Radcliffe (2:15:25).

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