Marta Pen chega à 'universidade'

05SET 06h09

Ao fim de 20 anos começa a haver, finalmente, esperança de melhores resultados no meio-fundo feminino em Portugal. O novo recorde nacional da milha, batido no último domingo pela jovem benfiquista Marta Pen, em Berlim, tem um significado histórico por ter retirado da lista o nome da múltipla medalhada portuguesa Carla Sacramento, que no final dos anos 90 dominou as provas mais curtas.

Embora a milha (1.609 metros) não seja uma prova olímpica, a verdade é que se trata de uma corrida de eleição, particularmente para os britânicos e norte-americanos. O registo de Marta Pen deu que falar e a vitória abriu-lhe as portas que precisava.

"Digamos que ela chegou agora à universidade e tem a possibilidade de defrontar as grandes atletas nos meetings da Liga Diamante. Era este salto que era preciso dar para a Marta estar motivada e melhorar as suas marcas", comentou a Record Ana Oliveira, coordenadora do Benfica que tem feito o enquadramento técnico quando a atleta, que reside nos Estados Unidos, passa algum tempo em Portugal, para se treinar e também para competir, quer individualmente, quer ao serviço das águias.

Estatura não é problema

Aos 25 anos, Marta Pen está na altura certa para medir o pulso às suas capacidades técnicas e a baixa estatura (1,53 metros de altura) não é vista como um fator limitativo... muito pelo contrário.

"Ela tem um centro de gravidade baixo que a ajuda a ter uma enorme cadência de passada. E ainda pode melhorar a velocidade", garantiu-nos Ana Oliveira, confiante no sucesso da sua atleta.

Os progressos de Marta Pen foram acentuados esta temporada, batendo todos os máximos pessoais desde os 400 aos 3.000 metros. "Ela vai fixar-se nos 1.500 metros e poderá baixar dos 4 minutos", afiança a coordenadora do projeto olímpico do Benfica.

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