Adidas Solar Boost: Leveza com inspiração espacial

Quase como se de umas meias se tratassem... É esta a primeira sensação que se tem quando se coloca nos pés os novos Adidas Solar Boost, o produto de referência para a nova estação da marca germânica, que promete aos corredores desempenho, conforto e retorno de energia.

Lançados no mercado na linha de sucessão dos Ultra Boost, os Solar Boost marcam uma viragem de foco da Adidas, que depois de tanto tentar melhorar na construção da meia-sola, decidiu agora concentrar-se muito mais na zona superior, área deste ténis que recebeu maiores melhorias e inovações.

Como uma luva

Mas antes de falar nas inovações vamos voltar um bocadinho atrás e falar no primeiro ponto que apontámos nesta análise: o conforto. Aquela primeira sensação ao colocar as Solar Boost nos pés, que quase nos faz esquecer que temos calçados uns ténis de corrida. Assentam que nem uma luva e, dos Adidas que fomos calçando (quando partimos em busca de uns novos ténis), este foi claramente o primeiro que não me apertou o pé nem um bocadinho. E depois de ler algumas análise percebi: a Adidas decidiu tornar a forma menos apertada, o que claramente beneficia a maioria dos corredores.

Ainda a nível do conforto e da primeira sensação que se tem, há um aspeto que convém realçar. A zona do calcanhar (foto ao lado). Aos primeiros minutos de utilização o ténis vai parecer algo solto na zona traseira, dando quase a ideia que, com um pouco mais vigorosidade na corrida, nos vai sair do pé! Se esse 'receio' o atrapalhar, saiba que aqui é a hora certa para dar uso ao furo extra (sabia que ele tem utilidade?). Esta sensação deve-se ao Fitcounter, que neste modelo foi aperfeiçoado, de modo a permitir maior liberdade de movimentos no tendão de Aquiles, bem como um ajuste mais amplo e flexível. É uma sensação estranha a princípio, mas que depois acaba por se dissipar.

A zona superior

O chamado 'upper' foi a área que mereceu maior cuidado por parte da Adidas, levando mesmo a marca alemã a apostar no uso de técnicas da indústria aeroespacial. Tal como na construção das máquinas utilizadas pela NASA, nos Solar Boost não há peças para 'enfeitar'. Tudo o que está na zona superior tem um propósito e a utilização do Tailored Fiber Placement (traduzindo à letra seria 'posicionamento de fibras personalizado') mostra isso mesmo.

Tecnologia pioneira baseada em dados Aramis (desenvolvida pela NASA), o TFP é utilizado para distribuir meticulosamente as fibras com material Parley (plástico apanhado no mar que é reciclado) no entrepé - costurando-as em cada milímetro do sapato -, fazendo estes Solar Boost pesarem 295 gramas (15 gramas mais leves do que os Energy Boost). A ideia é clara: leveza e eficiência.

Mais à frente há outras novidades. Na zona frontal, no chamado 'mesh', a Adidas decidiu apostar numa solução mais elástica e flexível, permitindo que o pé se sinta mais solto naquela zona. Um ideia totalmente contrária ao que por vezes se observa nas restantes marcas, que optam por uma zona do 'mesh' bastante rígida. Ainda na parte superior, destaque para a língua, que é acolchoada e cozida dos dois lados, impedindo assim que haja movimentos bruscos.

Há um outro ponto (neste caso negativo) que fomos lendo nas análises feitas, mas que não tivemos possibilidade de comprovar: o aquecimento excessivo dos ténis quando se treina com temperaturas mais quentes, especialmente na zona do 'mesh'. Como o verão está aí à porta (será que com ele vem o calor?) por essa altura testaremos essa eventual falha. Mas por agora, num treino feito com uma temperatura em volta dos 25ºC, não tivemos qualquer queixa.



Quando a fórmula é ganhadora... não se mexe

Conforme dissemos acima, a Adidas focou bastante na zona superior, mas isso não quer dizer que a parte da meia-sola e a sola não esteja bem conseguida. Antes pelo contrário. Especialmente quando se encontra uma fórmula ganhadora como o Boost. A Adidas, neste caso, optou apenas por melhorar algumas das suas tecnologias, mantendo este Solar Boost na linha do seu antecessor: um ténis bastante reativo e com uma boa dose de amortecimento. De tal forma que, à primeira corrida, logo nos quilómetros iniciais, é possível que o corredor sinta até alguma necessidade de ir mais rápido do que está habituado.

Nesse plano a Adidas focou as suas melhorias em duas tecnologias: o Propulsion Rail e o Torsion System. O primeiro visa essencialmente aumentar a estabilidade entre o calcanhar e o dedo do pé, tendo como função guiar e impulsionar o pé. O segundo é facilmente identificado na zona central da sola (numa 'caixa' em forma de rectângulo) e tem como função dar a este Solar Boost a necessária dose de estabilidade.

Passando para zona da sola propriamente dita, aqui a Adidas mantém a sua aliança com a Continental, proporcionando aos corredores uns ténis que aliam os já falados conforto, reatividade e leveza à durabilidade (prometem chegar sem grandes problemas aos 1000 quilómetros) e uma boa tração mesmo em condições menos propícias.

Por fim, há ainda a realçar a presença de 'sola extra' na zona do calcanhar, ali colocada precisamente para quem tem alguma tendência para aterrar dessa forma, proporcionando uma maior durabilidade também na parte traseira do ténis.

Dados técnicos

Peso: 295 gramas (modelo 42,5)
Arco: normal
Drop: 10mm (calcanhar: 32 mm/biqueira: 22)
Tipo de passada: neutra
PVP: 159,95 euros


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